sábado, 20 de agosto de 2016

Quem?

 Era alguém peculiar. 

Não gostava do comum, do padrão.

Amava o belo, claro. Mas amava principalmente o diferente.

Transbordava testosterona, como dizia a Índia. 

Mas também tinha o seu lado feminino, Anima e Animus, Ying e Yang

Em equilíbrio? Quem sabe!

Aparentemente calmo, vivia num turbilhão interno.

Queria mudar. Queria se mudar. Queria mudar o mundo.

Extremamente inseguro com o futuro e as decisões do sexo oposto.

Extremante seguro com o sexo e suas decisões.

Extremante sexual.

Dengoso e carinhoso.

Bobo, besta, idiota.

Inteligente, safo, sábio.

Caloroso, intenso.

Abusivo, frio, distante.

Todos adjetivos lhe serviam.

Extremamente social e solitário.

Capaz de amar loucamente, imediatamente.

Incapaz de esquecer o amor.

Romântico, safado.

De s
entimentos, tem pele infinita.

Marcado de cicatrizes, externas e internas.

Tem em seu corpo a expressão de sua história.

Sua maior peculiaridade provavelmente é ser um paradoxo em si mesmo.

Procrastinador, ama esportes.

Espiritualizado, sem vertentes fixas

Sente saudade e se isola.

Ama contato, mas quer espaço.

Acha a hipocrisia característica humana e inevitável, condenável em apenas uma situação: naqueles que a apontam.

Vive constantemente entre dois mundos.

Duas raízes.

Duas cidades.

Frequentemente dividido entre dois amores.

Era assim complexo, peculiar, idiossincrático.

Mas acima de tudo: pragmático e livre.