sábado, 25 de junho de 2011
E 1 ano se passou... dos teus olhos eu ainda os recordo...
Abri os olhos; o meu relógio parou às 5h20 da manhã, precisamente, e o meu notebook chamando.
O sol ainda não saiu? Parecia madrugada ainda…
Uma manhã, como outra qualquer, mostrava as últimas estrelas ainda brilhando, e não demorou para que os primeiros raios de sol surgissem, cortando o horizonte.
Com certeza, ela não está pensando em ti como tu estás pensando nela.
E os teus pensamentos logo começam a vagar, como sempre fazem; eles sempre te traem, não é? (Pois é, eu sei, eu sei…) Sempre vejo quando isso acontece.
Quando tu te vês preso nas lembranças do passado, ora retornam como um filme de melhores momentos, como se o que estava errado naquele instante não tivesse importância, de alguém que conheceste e com quem não quiseste continuar.
Tu estás ocupado com a correria insana do dia a dia, com os amigos, com alguém… mas, mesmo assim, eles te levam a essa pessoa, a recordar um momento.
E, naquele momento, ali eu estava, cruzando milhas e milhas, até que, por um instante, finalmente — e primeiramente — pude olhar bem para os teus olhos, logo cortado por um abraço. Recordei teus traços, tuas feições, tua boca e como sorris tão radiante… Sinto, em teus olhos, felicidade e o brilho de quando me vês; a felicidade por descobrires que eu também quero o que tu queres, e a tristeza por não ter percebido que a razão ainda não o permitia.
Naquele momento ainda tudo sendo imaginado, ao cruzar o corredor frívolo, atentamente, ao observá-la, percebi a complexidade estranha, junto à simplicidade de amar sem jamais ter visto antes. Seria como amor à primeira vista, que te toma por uma projeção, tão ávida quanto dias em um quarto escuro, até que um raio de sol penetre por uma fenda, o suficiente para aquecer. E isso seria sentir que tudo está na minha cabeça ou no meu coração; de qualquer forma, senti como se fosse tão simples.
O frio me tomava; eu me sentia acanhado e ainda admirado com tuas expressões, teu olhar e todo o teu corpo. A fadiga que ainda restava de um longo caminho me derrubou ali. Tudo descoloriu, em preto e branco, enquanto ela me acompanhava… O céu ganhou um tom de violeta, e os raios de sol pareciam mais quentes. Entre carícias, o frio sumiu; o calor agora arrepiava cada parte do corpo. Devagar, os lábios se tocaram, e as únicas coisas que saíram de nossas bocas foram: “eu te amo”.
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