segunda-feira, 13 de junho de 2011
Rosa preta, preta rosa.
Rosa preta, de espinho afiado, machuca a quem te toca, não importa a intenção.
Seu toque aveludado distrai do que importa e confunde a emoção. Rosa pequena,
de beleza rara e delicada, dedicada a iludir e enganar. Sua fragrância envenena,
invade a mente e a alma e te faz duvidar.
E, duvidando, jardineiro se sente ceifeiro; admirador se vê violador.
E, mesmo tentando, o adubo vira poda, e o apreço parece engodo.
Já não se acredita que é possível o cuidado ou a atenção,
e torna maldita, até mesmo sofrível, qualquer relação.
E assim, a rosa preta, tão bela, por mais que singela, não tem atenção.
É preciso cuidado, ou seu destino é fadado à completa solidão.
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